Posts Tagged ‘peixes’

Notícia – Surpresas nos rios


CIENCIAS NO SECULO XXI

Em junho, o portal G1 noticiou a admiração causada  por um peixe de água doce conhecido há muito tempo ( foi descrito na primeira metade do século XIX), mas pouco visto, o  abotoado ou cuiú-cuiú (fam. Doradidae), um tipo de bagre que tem o corpo coberto  por  dezenas de placas ósseas com espinhos. Por apresentarem esse revestimento incomum e sem escamas, peixes deste tipo são conhecidos como peixes-de-couro. O animal da fotografia foi capturado no rio Macacoari, em Macapá (AP).

peixe_de_couro

foto em http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2013/06/peixe-de-couro-chama-atencao-de-turistas-em-macapa.html

Os cuiú-cuiús vivem em águas profundas das bacias dos rios Paraná, Araguaia e  Amazonas e  se escondem em “tocas” cavadas nas barrancas dos rios e entre a vegetação das matas inundadas. Com seus barbilhões rastreiam a areia e o lodo do leito dos rios em busca de alimento. Esses peixes são onívoros e podem se alimentar de moluscos, camarões de água doce, peixes menores, larvas, frutos, sementes e detritos…

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Vídeo – Filhote de cação-mangona no útero


O cação-mangona, tubarão-touro ou tubarão-cinza (Carcharias taurus) é uma espécie de tubarão de ampla distribuição, sendo encontrado, inclusive, no Brasil e que possui um comportamento extraordinário:

A gestação dura de 9 a 12 meses e a fêmea, que é  ovovivípara (os embriões se desenvolvem em ovos e eclodem ainda dentro do útero), dá a luz a 2 filhotes no máximo, apesar de produzir muitos ovos durante a gestação e de possuir 2 úteros. O motivo é que 1 filhote eclode (sai do ovo) em cada útero antes dos outros, com apenas 1 mês de idade. Eles não são maiores que um dedo humano e ainda não enxergam, mas já possuem dentes e um apetite voraz. Mas, como estes filhotes ainda estão dentro da mãe e não possuem cordão umbilical, sua única fonte de alimento são os embriões dos ovos que ainda não eclodiram. Então eles começam a predar seus próprios irmãos ainda no útero (!!!), um comportamento conhecido como fratricídio ou canibalismo intrauterino (fratricídio=assassinato de um irmão pelo outro; intrauterino=dentro do útero).

Apesar da fêmea dar a luz a somente 2 filhotes, produz ovos não fertilizados durante toda a gestação para que eles sirvam de alimento aos pequenos assassinos que estão se desenvolvendo em seu útero. Assim, os filhotes nascem relativamente grandes, com até 1m de comprimento total.

Diz-se que este comportamento fratricida foi descoberto quando um ictiólogo (biólogo que estuda os peixes) abriu o útero de uma cação-mangona e foi mordido por um filhote que ainda estava lá dentro. Então o cientista percebeu que havia ovos e embriões dilacerados no útero, concluindo que aquele filhote era o responsável e único sobrevivente do fratricídio.

Veja abaixo o vídeo feito com uma sonda intrauterina mostrando um filhote de cação-mangona devorando seus irmãos:

 

 

Para saber mais:

http://diversforsharks.com.br/site/os-tubaroes/especies/mangona/

http://kid-bentinho.blogspot.com.br/2012/10/10-filhotes-que-comecam-vida-matando-os.html

Vídeo – Muco da feiticeira


“Eca!”. Essa é a reação de muita gente que assiste ao vídeo deste post. Ele foi feito pela equipe do Aquário de Vancouver.

As feiticeiras são peixes agnatos, ou seja, não possuem mandíbula. Também não têm vértebras nem escamas, possuem doze pares de brânquias e costumam ficar junto à areia do mar (são bentônicas), muitas vezes em tocas compartilhadas com vários outros indivíduos:

 

 

Como seus olhos são vestigiais (pequenos e pouco funcionais) esses peixes utilizam os tentáculos que têm em volta da boca para tatear o ambiente. Por serem detritívoras (se alimentam de restos de animais mortos), elas desempenham o papel de decompositoras nas teias alimentares oceânicas. No vídeo abaixo, vemos centenas de feiticeiras se alimentando da carcaça de uma baleia-cinzenta:

 

 

Mas nem tudo é festa para as feiticeiras. Elas também são presas de outros peixes e é aqui que entra o foco deste post: quando ameaçadas, as feiticeiras secretam um muco que as tornam escorregadias e com gosto ruim, afugentando seus predadores. Veja este comportamento no vídeo:

 

 

Muitos ictiólogos (biólogos que estudam os peixes) e bioquímicos estão identificando importantes propriedades químicas no muco das feiticeiras. Por mais nojento que ele possa parecer para algumas pessoas, o muco, aparentemente, possui substâncias antibióticas que poderão ser utilizadas em remédios em breve.

 

Para saber mais:

http://www.infopedia.pt/$agnatas;jsessionid=foZ5JjOPtQYbmkkQNrb8NA__

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/bioanimal3.php

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/ciclostomados/classe-cyclostomata.php

http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1279

http://www.euquerobiologia.com.br/2012/06/amniotas-anfibios-e-peixes.html

Vídeo – Peixe com cabeça transparente!


O Macropinna microstoma é um peixe de 15cm que vive em grandes profundidades marinhas (abaixo de 600m) e descrito por Chapman em 1939. No entanto, naquela época não existiam submergíveis controlados remotamente como os que temos hoje e que são muito utilizados para a coleta de seres abissais. Então os espécimes coletados por Chapman, muito provavelmente, vieram em redes de arrasto.

Contudo, os seres abissais, quando são conduzidos à superfície por redes ou recipientes, ficam com o corpo deformado devido a enorme diferença de pressão externa, o que faz com que algumas estruturas do corpo literalmente explodam, como o tímpano (se forem vertebrados). Assim, Chapman descreveu o Macropinna a partir de espécimes como o da foto:

Como você percebeu, não é possível identificar facilmente algumas características externas deste peixe. Por isso Chapman não viu a maior excentricidade anatômica do Macropinna: sua cabeça transparente! O_o

Essa peculiaridade só foi descoberta em 2004, quando uma equipe do Instituto do Aquário de Monterey Bay (Canadá) conseguiu filmar um indivíduo nadando tranquilamente em águas profundas. Os pesquisadores também descobriram que o que parecem ser os olhos do Macropinna são, na verdade, suas narinas! Os olhos ficam dentro da cabeça e conseguem girar quase 360º, por isso a importância de uma cabeça transparente. ^_^ Na foto abaixo estão apontadas as estruturas rostrais (da cabeça) deste peixe:

Macropinna microstoma

Modificado de: http://cdn.zmescience.com/wp-content/uploads/2011/09/transparent.jpg

Os biólogos que filmaram este indivíduo acreditam que ele se alimenta roubando partículas que ficam presas nos tentáculos de uma espécie de água-viva (foto abaixo), um comportamento que ainda está sendo estudado.

Como o Macropinna vive em locais de difícil acesso, por enquanto alguns aspectos de sua biologia ainda não são conhecidos, como a reprodução, tempo de vida, adaptações às condições ambientais abissais, dentre outros.

Veja o vídeo da redescoberta do Macropinna feito pela equipe do Aquário de Monterey:

Que bicho que deu? – Arraia ou Raia?


Museu Nacional - SAE

ARRAIA OU RAIA? EIS A QUESTÃO!

Ambos os nomes referem-se ao mesmo organismo, contudo o mais aceito e mencionado em livros das comunidades escolares e acadêmicas é Raia. Esses animais, que popularmente são também chamados de arraias, são peixes marinhos e de água doce com esqueleto cartilaginoso da classe Elasmobranchii, a qual agrupa também os tubarões.

Classificação sistemática de Elasmobranchii segundo o WoRMS (World Register of Marine Species, disponível em:<http://www.marinespecies.org/aphia.php?p=taxdetails&id=10193&gt;. Acesso em: 05 junho 2013.):

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Subfilo: Vertebrata
  • Superclasse: Gnathostomata
  • Superclasse: Pisces
  • Classe: Elasmobranchii

Muitas raias possuem um modo de vida bentônico, ou seja, repousam sobre o fundo marinho e cobrem-se com uma fina camada de areia. Permanecem durante horas parcialmente enterradas e praticamente invisíveis, exceto por seus olhos proeminentes, os quais verificam os arredores. É importante frisar que os peixes cartilaginosos são vertebrados como os peixes ósseos!

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A raia treme-treme (Narcine brasiliensis) tem esse…

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Aulas do dia 04/06/2013 (terça)


8A

– Aplicação da prova da Olimpíada Brasileira de Matemática.

 

7D

– Recolhimento do exercício entregue no Museu, no dia 29/05. Se você perdeu seu exercício, clique aqui. Veja também sites que podem te ajudar a responder as questões clicando aqui.

– Aula sobre os Peixes.

 

7E

– Recolhimento do exercício entregue no Museu, no dia 29/05. Se você perdeu seu exercício, clique aqui. Veja também sites que podem te ajudar a responder as questões clicando aqui.

– Correção dos exercícios da página 54.

Vídeo – Peixe fora d’água!


Ontem eu comentei com alguns alunos sobre espécies de peixes que conseguem ficar bastante tempo fora d’água. Há várias, mas gostaria de destacar o mudskipper ou saltador-do-lodo, uma espécie que é muito visada, infelizmente, como animal de estimação pela sua capacidade de permanecer longos períodos em terra.

Os mudskippers não são nativos do Brasil. Podem ser encontrados nos manguezais ao sul do continente africano (incluindo na ilha de Madagascar), na Nova Guiné, Malásia, Austrália e em algumas praias do Japão, dentre outros países.

Para mim, a maior curiosidade dos mudskippers, no entanto, não é o fato de andarem em terra, e sim sua reprodução:

Os machos constroem os ninhos na lama (ou areia úmida) em forma de “U” (veja figura abaixo) e dão grandes saltos no solo com suas nadadeiras dorsais abertas, para atrair as fêmeas. Então as fêmeas escolhem seus parceiros, depositam seus óvulos nos ninhos e vão embora. Os machos depositam os espermatozoides sobre os óvulos e passam a protegê-los até que os filhotes nasçam:

mudskipper nest

 

Durante a incubação os machos fornecem oxigênio e água aos ovos, processo conhecido como ventilação (algumas espécies de polvos também apresentam esse comportamento). Na ventilação os machos saem dos ninhos, capturam o ar atmosférico com a boca, voltam para o ninho e soltam o ar da boca para a água onde os ovos estão submersos. Além disso, os machos agitam a água de vez em quando para impedir o crescimento de algas e outros parasitas nos ovos.

Muitas vezes os machos competem pelas áreas de nidificação ou por fêmeas, saltando uns contra os outros na lama e abrindo suas enormes bocas e nadadeiras a fim de parecerem maiores e derrotar os adversários (veja o vídeo abaixo):

 

 

Para saber mais:

>> Na Wikipédia há informações sobre o gênero Periophtalmus, o mudskipper mais conhecido;

>> Nos sites Diário de Biologia e Coisas Interessantes há detalhes sobre como os mudskippers conseguem ficar tanto tempo fora d’água sem respirar;

>> No Infoescola há detalhes sobre a locomoção em terra.

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