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Notícia – Visitando os parques nacionais brasileiros virtualmente


Outro dia, ouvindo a Hora do Brasil, fiquei sabendo que o ICMBio e o (ou a) Google firmaram uma parceria louvável. Leia a notícia abaixo, retirada do site da Agência Brasil:

ICMBio e Google lançam parceria que permitirá passeio virtual pelos parques nacionais

17/07/2013

Brasília – Em parceria com o Google, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou hoje (17), após dois anos de negociações, o projeto Park View, que vai possibilitar ao cidadão fazer um tour virtual pelas reservas e parques nacionais por meio de um programa de computador. Com um movimento no mouse ou um toque na tela do celular, o internauta poderá passear por trilhas, florestas, rios, cachoeiras e demais atrativos das unidades de conservação, sem precisar sair de casa.

Segundo a representante do Google Brasil, Mariana Macário, o projeto é totalmente alinhado com os objetivos de ambas partes. ‘A missão do ICMBio de promover a conservação da biodiversidade, por meio da gestão do conhecimento, da educação ambiental e do fomento ao manejo ecológico, [está] alinhada ao objetivo do Google, que é criar um mapa do mundo abrangente, preciso e que seja útil para os usuários’, destacou.

O projeto permite o uso gratuito das imagens nos moldes do Street View, do Google, que mapeia estradas e avenidas urbanas em todo o mundo. A captação das imagens é feita por meio de equipamentos eletrônicos, adaptados a uma mochila, um triciclo ou mesmo um barco, proporcionando acesso às áreas mais remotas, nas quais não há passagem de veículos. As imagens levam seis a oito meses para serem disponibilizadas.

Além de possibilitar o passeio, o programa funciona como ferramenta para ajudar as pessoas a planejar visitas às unidades de conservação, o que contribuirá para ampliar o número de turistas nesses locais. ‘Estamos vendo a convergência entre políticas ambientais e de turismo’, ressaltou o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin.

Atualmente, as unidades abertas à visitação atraem uma média de 5,5 milhões de pessoas ao ano. Com a implementação do Park View, a tendência é que esse número aumente gradativamente, já que a quantidade de internautas no Brasil ultrapassa 70 milhões. Inicialmente, o projeto engloba 30 unidades de conservação, grande parte considerada Patrimônio Mundial Natural pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ao total são 313 unidades no país, que aos poucos serão incluídas no projeto. O ICMBio não informou o prazo para o funcionamento pleno do Park View.

Edição: Juliana Andrade

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Notícia – Esponja superhidrofóbica


Seguindo a dica da querida leitora Patricia Neto, divulgo uma tecnologia nova e muito bacana: a esponja superhidrofóbica.

Explicando: hidrofóbico é qualquer tipo de material de não absorve água. O mais conhecido destes materiais é o algodão hidrofóbico, muito utilizado em laboratórios de Biologia para isolar substâncias dentro de recipientes que não podem ser molhados internamente.

No caso da esponja superhidrofóbica, a tecnologia é simples: é uma esponja comum que recebe vários “banhos” de produtos químicos que fazem com que ela passe a absorver vários tipos de óleo, mas não absorva água de jeito nenhum, mesmo se ficar em contato com este líquido durante muito tempo.

Segundo Zhaozhu Zhang e colaboradores, da Academica Chinesa de Ciências e autores da pesquisa, as aplicações para este tipo de esponja são várias, mas seu uso mais promissor, o de limpeza de áreas marinhas onde houve derramamento de petróleo, ainda não é possível porque “apesar da esponja em si ser um material barato, os produtos químicos utilizados para torná-la hidrofóbica são muito caros, fazendo com que seu uso em larga escala seja limitado”.

(a) Mistura de água e petróleo; (b) Imersão da esponja superhidrofóbica na mistura; (c) Água livre de petróleo após a imersão da esponja. Fonte: http://i.imgur.com/0r6gsXy.jpg

É uma pena, mas torço para que futuramente produtos mais baratos se revelem eficientes na transformação da esponja, permitindo sua fabricação em grandes quantidades para a remoção de óleo derramado na água, seja acidentalmente ou via esgoto.

Fonte: Chemical & Engineering News

Notícia – Autópsia Virtual


(Reblogado de http://profjabiorritmo.blogspot.com.br/2013/07/autopsia-virtual.html)

“Autópsias minimamente invasivas, que podem preservar o corpo e provas que, em geral, são perdidas no método tradicional, vêm sendo utilizadas com sucesso em vários países.
A novidade chamada Virtopsy foi desenvolvida pelo Virtopsy-Team, do Instituto Médico Legal da Universidade de Zurique, e compreende a  aplicação de métodos de imagem, como a digitalização da superfície, tomografia computadorizada ou tomografia de ressonância magnética, reforçadas com amostras de tecido [coletados de forma] minimamente invasiva.
A equipe diz que por enquanto não há planos de abolir a autópsia  convencional, mas aposta que a nova técnica inaugura uma era na investigação criminal.
Estes resultados combinados podem ser usados para determinar a causa exata da morte ou, em alguns casos, até mesmo substituir uma autópsia clássica.
Com base no processo desenvolvido pelo Virtopsy-Team, o Austrian Center for Medical Innovation and Technology (ACMIT) desenvolveu um Virtobot dedicado para realizar as principais tarefas do processo.
O software do centro de controle Virtopsy pode ser usado para planejar um processo de exame completo. Um braço de robô é capaz de executar determinadas tarefas do processo Virtopsy. Um scanner 3D gera modelos de superfície do corpo, que podem ser reforçados pela adição de dados de textura capturados com uma câmera fotográfica. Finalmente uma ferramenta de biópsia permite inserir agulhas com precisão a fim de colher tecidos ou amostras líquidas.
Todos os dados de imagens captadas podem ser mescladas com software dedicado e permitir a conclusão de um estudo forense. Em caso de um acidente de carro, um exame de superfície do carro danificado pode ser mesclado com um modelo virtual do corpo e dados de superfície de varredura a fim de comparar os ferimentos do esqueleto e a superfície da pele com os danos do carro.
Fontes: BBC Brasil e Isaude.net”
No vídeo abaixo há uma demonstração do funcionamento de uma mesa de autópsia virtual, para a análise de um corpo scaneado por meio dessa tecnologia:

Notícia – Rato imune ao câncer


https://i1.wp.com/cdn2.arkive.org/media/C3/C3349280-D456-4974-B1E4-E77DE8A0F99F/Presentation.Large/Naked-mole-rat-queen-and-young-handheld.jpg

O rato-toupeira-pelado (Heterocephalus glaber) é um roedor encontrado, principalmente, em alguns países africanos (não ocorre no Brasil). Como seu nome sugere, ele possui pouquíssimos ou nenhum pelo no corpo e vive em galerias (túneis) que escava no subsolo. Nestes túneis, o H. glaber vive em colônias parecidíssimas com as de insetos: somente uma fêmea rainha se reproduz e copula periodicamente com alguns machos de sua escolha (de 1 a 3) e os demais integrantes da colônia, tanto machos quanto fêmeas, cuidam dos filhotes, da rainha, buscam alimento, defendem os túneis e expandem as galerias subterrâneas:

Esses animais podem viver até 30 anos (um rato comum do mesmo tamanho deles vive, em média, 4 anos) e os efeitos do envelhecimento, como perda de massa óssea, parecem não afetá-los. Além disso, praticamente não sentem dor e possuem a pele muito elástica.

Há alguns anos os cientistas descobriram que os ratos-toupeira-pelados não contraem nenhum tipo de câncer, mas não conseguiram identificar ao certo o que eles têm de diferente dos outros mamíferos que lhes dão essa capacidade. No entanto, em um estudo publicado em  junho deste ano na Nature, cientistas de universidades americanas, israelenses e chinesas descobriram que os ratos-toupeira-pelados produzem uma grande quantidade de ácido hialurônico na pele. Este ácido, também produzido por nós e os outros mamíferos, possui várias funções, dentre elas, “compor a matriz extracelular, mantendo as células dos tecidos unidas, e controlar o crescimento de determinadas células”, de acordo com o professor Andrei Seluanov, coautor da pesquisa (fonte).

Segundo o estudo, a grande quantidade de ácido hialurônico secretada pelos fibroblastos (células do tecido conjuntivo que produzem substâncias que dão elasticidade aos tecidos) torna a pele dos ratos-toupeira-pelados muito flexível e resistente, características importantíssimas para que eles passem com mais facilidade pelos túneis estreitos em que vivem. Mas, como num grande golpe de sorte, a alta concentração de ácido hialurônico na pele desses ratos também torna-os imunes a qualquer tipo de câncer!

https://i0.wp.com/cdn2.arkive.org/media/97/97739A52-D9C4-4E75-BFD8-98D3C7C2DE15/Presentation.Large/Naked-mole-rat-using-teeth-to-dig.jpg

Os cânceres nada mais são do que o crescimento descontrolado de células em um organismo. Ao controlar o crescimento das células o ácido hialurônico, indiretamente, acaba impedindo o desenvolvimento dos cânceres o que, de acordo com os autores do estudo, contribui para a anormal longevidade dos ratos-toupeira-pelados.

Os autores esperam que esta descoberta “abra novos horizontes” para a prevenção dos cânceres e do aumento da expetativa de vida humana.

 

Referências:

Tian et al (2013). High-molecular-mass hyaluronan mediates the cancer resistance of the naked mole rat. [Baixe este artigo aqui, em inglês].

http://www.livescience.com/37555-cancer-resistance-naked-mole-rats.html

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