Notícia – Impressoras 3D


 

Quem já assistiu ao “Quinto Elemento” (filme que tem o vocal perfeito da Inva Mula-Schako dublado pela Diva Plavalaguna, assista aqui) já viu uma impressora 3D em funcionamento quando a Lee-Loo foi recriada. Se você não viu, esta é a cena de que estou falando:

 

 

As impressoras 3D foram criadas ainda na década de 80 e também são conhecidas como “impressoras aditivas”, pois funcionam adicionando materias para construir um objeto (semelhante ao processo mostrado no vídeo acima). Mas, diferentemente do que fizeram com a Lee-Loo, as impressoras 3D atuais ainda não conseguem imprimir vários materiais em um único objeto e nem imprimi-lo por completo, somente uma parte de cada vez. Assim, após a impressão, a própria pessoa deve unir as partes para montar o objeto.

3D é a expressão utilizada para “3 dimensões”: largura, comprimento e altura, melhor representadas pela imagem de um cubo:

As impressoras comuns imprimem em 2D. Tudo que é impresso, escrito ou desenhado em papel, por mais efeitos de sombras que possamos inserir, sempre terá duas dimensões, pois a dimensão de profundidade não existe em uma superfície bidimensional, como é o caso do papel, que só tem largura e altura.

A novidade é que as impressoras 3D lêem uma imagem fornecida pelo computador e constroem o objeto, seja ele uma mão robótica de titânio (como cientistas do Laboratório Nacional de Oak Ridge, EUA, fizeram)…

… ou um revólver de plástico que consegue atirar 5 vezes consecutivas e que passa incógnito pelos detectores de armas (um problema sério a ser enfrentado pelas autoridades nacionais):

 

 

Basicamente essas impressoras são carregadas com o material em pó ou em fluido e fundem pequenas quantidades deles em camadas, com o auxílio de raios laser (clique na imagem para ampliá-la):

 

https://i2.wp.com/blogs.estadao.com.br/link/files/2012/10/impressao3D.jpg

 

Segundo Larry Greenemeier, editor associado à revista Scientific American, em um artigo publicado na edição brasileira de junho desta revista, a Boeing já produz 22 mil peças de aviões utilizando impressoras 3D e a GE, que também fabrica motores de aviões, comprou duas empresas que utilizam essa tecnologia na produção de peças.

O potencial das impressoras 3D é enorme e muitos cientistas estudam formas de imprimir tecidos animais (veja aqui) e próteses humanas (veja aqui). Até carros são produzidos com essa tecnologia (veja aqui) e poderão ser comercializados já no ano quem vem!

No caso das próteses, os preços não são tão exorbitantes e aumentam enormemente o conforto de seus usuários, pois são produzidas sob medida e com alta precisão. Já os tecidos e órgãos feitos em impressoras podem substituir o uso de animais em laboratórios, uma questão ainda polêmica do ponto de vista bioético, e reduzir bastante o índice de rejeição dos órgãos transplantados, pois células tronco do próprio paciente podem ser programadas para criar um órgão para ele mesmo.

No entanto, para a fabricação de peças as impressoras 3D ainda não são eficientes no quesito tempo. Segundo Greenemeier, no mesmo artigo citado anteriormente, os engenheiros do Oak Ridge que produziram a mão de titânio “passaram 24 horas fazendo peças para sua mão robótica de 0,590 kg e outras 16 horas para montá-la”, o que ainda limita muito a utilização em larga escala das impressoras pelas indústrias.

Mas como a tecnologia tem avançado muito rápido (segundo alguns cientistas somente mais 5 anos são necessários para as impressoras 3D produzirem órgãos para transplante, por exemplo), a impressão aditiva já estará dentro de nossas casas quando menos esperarmos, seja na forma de pequenos objetos, carros, órgãos, tecidos ou a própria impressora.

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